| CUSTOS
AFETADOS De
transporte. Quando
os gasodutos já foram feitos, as despesas de manutenção são
muito baixas e só deve acrescentar-se os custos de amortização
que, apesar de serem significativos, dissolvem-se ao longo do grande período
de utilização de aqueles, sem que se produzam renovações
deixando, então, uma parte das utilidades disponíveis para o investimento
em novos gasodutos ou no melhoramento das redes. No
que tange ao transporte de combustíveis líqüidos, a distribuição
das refinarias será sempre feita com caminhões, o que pressupõe
um elevado custo de manutenção, amortização e um novo
investimento em veículos. De
refinação. O
gás natural é filtrado, odorado e, em alguns casos, é possível
afastar de certas bacias outros gases combustíveis, tais como butano e
propano e dali é bombeado às redes de distribuição
para depois ser descomprimido nos centros de consumo. O
petróleo cru é bombeado por OLEODUTOS o transportado em caminhões
até as refinarias, onde sofre diversos processos de refinação,
separação e inclusão de aditivos para obter diferentes subprodutos,
tais como combustíveis líquidos de uso automotor, para depois serem
distribuídos em caminhões aos centros de consumo. Eis aqui a grande
diferença de custos entre o GNV e os combustíveis líqüidos
que não se reflete nos preços ao público devido a uma diferente
composição de impostos que não será analisada neste
capítulo. De
obtenção. É
muito difícil fazer uma diferença entre os custos da obtenção
de um e do outro combustível pois todos provêm da perfuração
de bacias petrolíferas, porém o certo é que o petróleo
deve ser bombeado ao mesmo tempo que o gás sai para a superfície
por si mesmo e geralmente com uma elevada pressão, sendo somente necessário
fazer uma adequada tubulação para ser colhido e enviado ao gasoduto. De
utilização. Existem
diversas versões no que tange à variação do custo
de utilização de um veículo a GNV, mas são poucos
os analistas que utilizam dados concretos naquilo relacionado com a manutenção
desses veículos e, o mais desconcertante ainda, é o silêncio
das montadoras que, quando foram iniciadas as conversões, não ampararam
a garantia dos veículos convertidos. Mais adiante, algumas empresas homologaram
o GNV e outras ofereceram já da fábrica, AUTOMÓVEIS e UTILITÁRIOS
DUAIS GASOLINA-GNV, mas não temos conhecimento de testes comparativos do
seu comportamento, vida útil e performance, nem a favor nem contra o GNV. O
certo é que o quadro de usuários continua acrescentando-se e se
apesar do "silêncio" foi homologado, podemos intuir que não
desgasta os motores, não "SECA" os cilindros e permite ao usuário
baixar consideravelmente os custos de operação dos seus veículos. |